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Orgânicos, naturais e biodinâmicos


Atualizado: Abr 11

Você visitou alguma loja de vinho recentemente? Tem acompanhado a nova onda dos vinhos orgânicos, biodinâmicos ou naturais? As prateleiras estão cheias de novidades e vale a pena conhecer essa nova forma de produção, que torna os vinhos mais sutis, elegantes e fáceis de beber.


Para começar é preciso entender o que diferencia cada um deles. Todos dizem respeito à condução dos vinhedos, onde realmente o vinho nasce. O primeiro passo é a conversão para o cultivo orgânico, ou biológico como se utiliza na Europa. Um sistema de produção agrícola que busca equilibrar o solo e demais recursos naturais como a água, os vegetais, os animais e os insetos, mantendo a harmonia desses elementos entre si e com os seres humanos. Esse sistema de produção não usa fungicidas, herbicidas, pesticidas ou qualquer aditivo químico. Estima-se que a produção mundial de vinhos elaborados com uvas produzidas de maneira orgânica já alcança os 4%. O Brasil teve seu primeiro vinho orgânico lançado em 1997 pela vinícola Juan Carrau.

Os vinhedos cultivados segundo o conceito biodinâmico levam em consideração todos os conhecimentos de antroposofia, desenvolvidos pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), em uma serie de apresentações em 1924. O ambiente é visto como um todo, onde se valoriza o equilíbrio da vida influenciado por toda a energia do universo como, por exemplo, as fases da lua para a poda das videiras ou o melhor momento para se engarrafar o vinho. Além disso, são utilizados diversos caldos com diluição de compostos e preparados com plantas e ervas medicinais que tratam as doenças do solo de forma homeopática. Um dos mais renomados produtores que utiliza essa técnica é o francês Nicolas Joly. Seus vinhedos estão localizados na bela região do vale do Loire, em Savennières. Fiel defensor do conceito, Joly se apresenta como um assistente da natureza e abomina o termo winemaker. Para apresentar ao público vinhos produzidos dessa forma em todo o mundo, Joly criou a Renaissance des Appellations (literalmente renascimento das denominações), feira que reúne mais de 200 produtores vindos da Europa e de países do novo mundo, como Chile e Estados Unidos, e já realizada em São Paulo há 2 anos.

Quanto aos vinhos naturais a utilização de uvas sem qualquer produto químico é premissa fundamental. A maior preocupação é com a redução da utilização do dióxido de enxofre ou anidrido sulfuroso (SO2) nas uvas recém-colhidas ou nos vinhos. Esses vinhos podem evoluir de diferentes maneiras em relação às estações do ano, à temperatura de armazenagem e até pelo modo de transporte. São vinhos muito delicados e realmente frágeis, que necessitam de um manuseio mais cuidadoso.

Fato é que todas essas técnicas visam à exaltação do terroir, da localidade onde estão plantados os vinhedos, revelando ainda mais sua origem, qualidade e tipicidade.

EU RECOMENDO

Volubilis “Le 08” Domaine des Maisons Brûlées, Loire, França

Elaborado com a uva Sauvignon Blanc. Apresenta uma linda cor dourada. Mostra aromas florais, de mel e de maçã verde. Ao paladar é delicado, porém de enorme persistência aromática. Vinho natural.


Antiyal 2008 Alvaro Espinoza, Maipo, Chile

Tinto elaborado com as uvas Carmenère, Cabernet Sauvignon e Syrah. Sedoso, elegante e muito complexo. Ao paladar é encorpado e com muitas camadas de frutas. Vinho orgânico e biodinâmico.


Château Le Puy 2005, Bordeaux, França

É muito delicado e de boa expressão aromática. Para melhor descrever os aromas e a sensação que se tem à boca é preciso pensar em pureza. Finíssimo!


Gianni Tartari.

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