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Amarone, um vinho histórico

Atualizado: 24 de Jul de 2019

O Amarone della Valpolicella é um vinho com uma cor vermelha escura, tendendo eventualmente a granada com o envelhecimento. O perfume é uma riqueza de aromas de frutas secas, tabaco e especiarias, graças também aos fungos nobres criados durante a desidratação.


O sabor de grande intensidade, com notas evidentes de frutas secas, mas muito macias, com um corpo inteiro, quente revigorante e vigoroso; tem uma personalidade forte e pode exceder vinte anos de conservação.


Amarone della Valpolicella, hoje unanimemente considerado como o mais apreciado dos vinhos do Vêneto e como um dos mais importantes tintos italianos, reverenciado pelos consumidores mais exigentes em todo o mundo, vem da evolução do Recioto, um dos vinhos mais antigos da história italiana. No século IV d.C., Cassiodoro, ministro de Teodorico, rei dos visigodos, descreve em uma carta um vinho feito com uma técnica especial de desidratar as uvas, então chamado Acinatico, produzido naquele território chamado Valpolicella (um nome que alguns derivariam do Latim "Vallis-polis-cellae" e poderia significar "Vales com muitas adegas").


O Acinatico é, sem dúvida, o ancestral do Recioto e Amarone. Em uma época, na Valpolicella só se produzia Recioto, um vinho aveludado e doce (cujo nome deriva da palavra em dialeto "recia", ou seja, orelha, porque originalmente era usada apenas a parte mais alta e melhor exposta do cacho), porém com o passar do tempo e a mudança das estações, as uvas, embora processadas da mesma maneira, deram vida, após a fermentação, a um vinho consideravelmente mais seco que o original. Se no início esta transformação poderia representar um problema, este Recioto completamente seco e, portanto, amargo, ao invés de doce, foi facilmente aceito e cada vez mais apreciado e solicitado. Assim nasceu, tomando seu nome de sua veia amarga característica, Amarone, cujos primeiros exemplares começaram a ser engarrafados apenas no início do século XX para uso familiar ou para amigos.


Produzido a cada ano com as uvas Corvina (de 45% a 95%), no entanto, a presença de Corvinone é permitida até o limite máximo de 50%, substituindo uma porcentagem igual de Corvina ou Rondinella de 5 a 30%.


Conheça a indicação do Sommelier Gianni Tartari.



Pacientemente deixado amadurecer, o Amarone torna-se um vinho absolutamente único no mundo e inimitável, com uma cor intensa e luminosa, aromas intensos de cereja, groselha, chocolate e especiarias, rico em substância, muito estruturado, macio, elegante, perfeitamente equilibrado, com uma suavidade ao paladar, uma doçura de expressão, de uma persistência que conquista desde o primeiro gole. Ao contrário dos outros grandes tintos italianos, os seus taninos são redondos, quase um veludo. Sua fruta suculenta torna possível apreciá-lo, embora seja um vinho magnífico para o envelhecimento, mesmo na juventude. Um vinho, do qual os entusiastas mais refinados de todo o mundo aprenderam a apreciar o sotaque único, o caráter marcante do vinho antigo, porém moderno e atual, capaz de testemunhar a grandeza, o encanto, a autêntica magia da região de Valpolicella.


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