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Rastros nucleares de Fukushima são encontrados em vinho nos EUA

Atualizado: 22 de Jul de 2019

Alguns tipos de uvas apresentaram o dobro dos índices de radiação após o desastre que aconteceu em 2011 na usina nuclear do Japão.


Desastre em usina nuclear de Fukushima ainda tem consequências (foto: Wikimedia Commons)

Um exemplo dos impactos persistentes causados pela radiação: pesquisadores da Universidade de Bordeaux, na França, relacionaram o desastre nuclear de Fukushima com o aumento de presença de partículas radioativas no vinho. Os cientistas afirmaram que os índices de radioatividade em amostras da bebida do tipo Cabernet Sauvignon produzido na Califórnia dobraram. Apesar disso, a quantidade presente do isótopo césio-137 não causaria nenhum tipo de prejuízo à saúde.


Sintetizado artificialmente, o césio-137 (o mesmo isótopo radioativo que causou uma tragédia na cidade de Goiânia, em 1987) começou a estar presente na natureza após os massivos testes nucleares realizados pelos Estados Unidos e União Soviética, durante a Guerra Fria. Dispersos no ar, os átomos do elemento químico se espalharam pelo solo: nas últimas décadas, os cientistas conseguiram associar o aumento de partículas radioativas no vinho com o aumento dos testes nucleares durante a segunda metade do século 20.


Com a dispersão de radiação, toda a natureza foi impactada. Em 2017, seis anos após o acidente, cientistas japoneses localizaram uma população de javalis que tomou conta da cidade, que foi evacuada. Os animais apresentavam um nível de césio-137 trezentas vezes maior do que aquele considerado seguro.


Pouco a pouco, a cidade começa a ser reocupada, apesar da resistência dos antigos moradores em retornarem às proximidades da usina nuclear. Em julho deste ano, uma praia foi reaberta pela primeira vez desde o acidente.


Fukushima abandonada após desastre nuclear (foto: reprodução / Takehana / The Asahi)

Apesar do césio-137 ser extremamente nocivo à saúde, as quantidades que estão presentes em alimentos e bebidas ao redor do mundo são muito baixas, de acordo com relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).


De qualquer maneira, os pesquisadores da Universidade de Bordeaux afirmam que a técnica de analisar a presença do césio-137 em vinhos é útil para detectar possíveis falsificações da bebida: vinhos engarrafados antes da metade do século 20 não contam com a presença do isótopo. Assim, basta analisar a composição da bebida para ter uma estimativa de sua idade (um vinho de uma suposta safra de 1910, por exemplo, não apresentaria traços do césio-137).



Fonte: Revista Galileu - Editora Globo

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